domingo, 25 de julho de 2010

Minha garganta está um nó...


Estou miúda, coração apertado...

Foi isso, foi isso mesmo, cometi o crime mais imperdoável que se pode cometer - deixei de ouvir meu coração! Peço redenção, estou cansada, confusa... tenho medo.

Mas sei que aprendi. A intenção foi boa, agi mal, mas aprendi.

"You live, you learn
(Você vive, você aprende,)
You love, you learn
(você ama, você aprende)
You cry, you learn
(Você chora, você aprende,)
You lose, you learn
(você perde, você aprende)
You bleed, you learn
(Você sangra, você aprende,)
You scream, you learn
(você grita, você aprende)

You grieve, you learn
(Você se aflige, você aprende,)
You choke, you learn
(você se sufoca, você aprende)
You laugh, you learn
(Você ri, você aprende,)
You choose, you learn
(você escolhe, você aprende)
You pray, you learn
(Você reza, você aprende,)
You ask, you learn
(você pergunta, você aprende)
You live, you learn
(Você vive, você aprende)"

Com a palavras da Alanis me dispeço, mas para não ir embora tão triste:

"Recommend sticking your foot in your mouth at any time!
Feel free............"

Estou bem,

Beijos e Boa Noite!

Eva Regina.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Paixão de Atlântico na beira do mar

Não passo de um pobre e minúsculo Atlântico
Diante da moça que vem se banhar
Princesa dos raios de brilho solar
Que mostra pra gente que o ouro é ralé
Uma espuma finíssima me veste a maré
Qual nata de leite depois de amornar
E a Deusa se achega, de bem comparar
Descida das nuvens que rimam com sonho
E eu pobre Oceano, não tenho tamanho
De ser seu parceiro de beira de mar.

E a moça abeirando meus véus de espuma
Olhar de cupido a me recear
Aqui… bem aqui! O cabelo a voar
De cor, cor-de-cuia de louro brejeiro
Seus pés, de mansinho, me tocam primeiro
E a boca em suspiro aspira o meu ar
Recolhe os bracinhos a se arrupiar
E se carrapixam os poros e pelos
Os outros primores, eu nem pude vê-los
Morri de Atlântico na beira do mar.

De lenda e sereia a moça se agacha
E põe-se ditosa a me baldear
Um fogo de afago me faz fervilhar
Borbulhas de flauta perfume reseda
Uma pele macia – qual capa de seda
Dos amendoins no afã de torrar
No raso das águas se faz cobrejar
Em colcha de espuma de puro chenill
E o “A” de paixão se afoga no til
Na onda de Atlântico da beira do mar.

(Jessier Quirino)